23 Jan20:03

Prefeitura intensifica combate ao Aedes para Carnaval

As ações pré-carnaval para combate ao mosquito Aedes aegypti já começaram. Para garantir o controle vetorial do inseto transmissor da dengue, zika e febre chikungunya, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) iniciou nesta semana a borrifação de inseticida, panfletagem e inspeção em hotéis da capital baiana. A intervenção segue até sexta-feira (26). Nas localidades do circuitos tradicionais (Barra/Ondina, Campo Grande e Pelourinho) e nas comunidades que receberão a folia nos bairros como Cajazeiras X, Boca do Rio, Plataforma, Periperi, Pau da Lima, Itapuã e Liberdade, as ações de aplicação de larvicidas e borrifação Ultra Baixo Volume (UBV) com carro fumacê ocorrem entre os dias 29 de janeiro e 07 de fevereiro, sempre à noite ou em horários estratégicos para evitar aglomeração de pessoas.

"Desde do início do ano, as equipes do CCZ intensificaram as ações de contingência contra o Aedes nos circuitos da folia com a eliminação dos focos com a aplicação de larvicidas nas visitas casa a casa, além do tratamento nos logradouros públicos, como praças e pontos de ônibus. Nessa fase mais próxima do Carnaval, passaremos para borrifação de inseticida com o uso da UBV costal para que possamos atingir, até o Carnaval, um índice de infestação próximo de zero, sobretudo, nos locais onde teremos grande circulação de pessoas", explicou a subcoordenadora do Setor de Arboviroses do CCZ, Isolina Miguez.

Os profissionais também intensificarão os trabalhos educativos no aeroporto, rodoviária, porto de Salvador, ferry boat e estações de transbordo prestando orientações a respeito de medidas de prevenção das doenças. Equipes do CCZ também estarão de plantão durante todo carnaval para realizar o bloqueio focal nas residências com suspeita de pessoas acometidas por alguma arbovirose. “O inseticida é utilizado a ultra baixo volume. Isso significa que ele sai de uma maneira que fica em suspensão no ar por algum tempo para pegar o mosquito durante o voo. Estamos usando a quantidade determinada pela Organização Mundial de Saúde, portanto, não há riscos à população”, pontuou Isolina.